Tendo em conta que o meu antepenúltimo post foi em Maio de 2014, o penúltimo em Abril de 2015, e o último em Março de 2016, não podia chegar ao fim de Fevereiro sem escrever o de 2017.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
terça-feira, 15 de março de 2016
Voltar às palavras
As palavras nunca me faltaram. Muito pelo contrário, sempre as tive de sobra. Não fossem os filtros que, convenientemente, aprendemos a usar nos momentos certos, e elas sairiam à velocidade da luz. Já me preocupei muito menos com isso, é verdade. Costumava achar que quem cala consente, que quem não fala perde oportunidades, e que quem se mantém em silêncio é porque não sabe muito bem o que tem para dizer. Ideias que tomamos como certas quando achamos que sabemos muito de tudo isto.
Nos últimos tempos tenho vivido quase no outro extremo, naquele em que acho que o silêncio é de ouro, em que a distância entre o pensar e o falar deverá ser cada vez mais longa, e onde a prudência é rainha incontestável. Não é fácil, é um facto. Isto de pensar trinta vezes antes de se dizer o que nos vai na alma é um exercício duro, requer muito treino, e muita disposição para arcar com as consequências. Porque não é só a palavra dita que não pode ser retirada. O silêncio, em determinados momentos, também pode ser irremediavelmente fatal.
Voltar aqui é quebrar uma pequena parte desse silêncio. É voltar a abrir uma janela com vista para um pouco do tanto que tenho vindo a reservar. Talvez seja uma forma de encontrar um meio termo confortável. Talvez até, quem sabe, eu volte a achar que pior do que lamentar a palavra dita é mesmo morrer engasgada com a calada.
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Ana
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domingo, 19 de abril de 2015
Matar ou não matar o bicho
Será que ainda anda por aí alguém?
De vez em quando o bichinho morde e sinto saudades disto. Hoje mordeu-me.
De vez em quando o bichinho morde e sinto saudades disto. Hoje mordeu-me.
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Ana
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
So long, farewell
Hoje está um lindo dia para acabar com este menino, não está?
Então vá, até um dia, babes!
Então vá, até um dia, babes!
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Ana
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
E muito fica (ainda) por dizer
Um ano pode ser pouquíssimo tempo na vida de uma pessoa. Um
ano passa a correr, mal damos por isso, é um instantinho, voa! Ainda ontem
estava a brindar à chegada de 2013 e hoje já estou aqui pronta para me despedir
dele. Tão depressa! Mas um ano também pode
ser muito tempo da nossa vida. Num ano cabem muitas coisas, muitos reviravoltas,
muitas lutas, muitas decisões, muitas pessoas. Um ano, que parece quase nada,
pode fazer toda a diferença nas nossas vidas.
Há quem diga com toda a convicção que as pessoas não mudam.
E há quem apenas ache que as pessoas não mudam de um dia para o outro. Nunca
concordei com isto, até porque sempre tive exemplos à minha volta de pessoas
que mudaram como da água para o vinho e quase sem darem por isso. E se eu, defendendo a minha convicção, sempre disse que não sou, nem de perto nem de
longe, a mesma pessoa que era há cinco,
dez ou quinze anos atrás, agora acrescento que cada vez estou mais longe de ser a
mesma pessoa que se despediu de 2012.
Não há como viver certas coisas sem mudar com elas. Eu costumo
dizer que só não muda quem não vive, e 2013 foi um ano cheio, muito cheio. Felizmente para uns, infelizmente para
outros, certas coisas não foram visíveis a olho nu. Talvez seja preciso alguma
sensibilidade ou maturidade para se ter noção do tamanho das coisas sem que
elas precisem ser explicadas. Ou talvez seja mesmo preciso viver certas coisas
para se entender. Whatever.
De 2013 fica a lembrança do pior dia da minha vida, o dia em
que perdi o meu pai. Mas de 2013 fica também a lembrança do dia em que tomei a
melhor decisão que alguma vez poderia ter tomado: despedir-me daquela maldita
empresa onde me afundei durante nove anos e, no dia seguinte, começar numa nova.
Pelo meio, muitas outras coisas aconteceram, boas e más. Novas pessoas que
entraram na minha vida, laços que se estreitaram, outros que se perderam,
histórias, muitas histórias, muito movimento. Novas prioridades, novos hábitos,
opiniões que mudaram, valores que se pesaram na balança, nova forma de olhar
para a vida e para os outros. Tudo isto coube no meu 2013.
O que desejo para 2014? Desejo muito de muita coisa. Não
quero ser meiguinha a pedir. Não vou estar aqui a dizer que me basta paz e
saúde e essas coisas bonitas, porque não basta. 2014 tem de ser mais que bom,
tem de ser fantástico, porque só assim uma série de coisas terão valido a
pena.
Bom Ano!
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Ana
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Oito
Oito anos de blogosfera e eu aqui a balançar entre a vontade de ir e a vontade de ficar.
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Ana
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Faz, mas cala-te.
Não gosto de
pessoas que se gabam de ajudar os outros, sejam pequenas ou grandes ajudas. Não
gosto quando leio que a personalidade X anda a gritar ao mundo que doou não sei
quantos milhões para ajudar esta ou aquela instituição. Só o facto de gritar ao
mundo que o fez já me faz torcer o nariz. A causa pode ser muito boa, a ajuda
pode ter sido enorme, mas a publicidade não me agrada. A verdadeira ajuda é
desinteressada. Ajuda-se porque se quer, porque se faz questão disso, porque se
pode e, principalmente, pelo prazer que proporciona a quem o faz. Ajudar para
se ficar bem na fotografia é feio. Ajudar para se andar a cobrar a ajuda, é
mais feio ainda. É como um amigo ajudar o outro e depois andar a gabar-se junto
dos restantes que o fez. Ou pior ainda, andar a atirar-lhe à cara a ajuda que
lhe deu. É feio, e só fica mal a quem o faz. Para mim, a ajuda ideal seria
sempre a anónima, sem nome e sem rosto.
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Ana
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Estou de volta e fresquinha que nem uma alface.
Tinha preparado um post todo pomposo, cheio de
dissertações e desabafos sobre o assunto
em questão. Achei que iria querer gritar e extravasar tudo o que estava aqui
engasgado há vários anos quando este dia chegasse. Mas não, não me apetece.
Andei afastada deste blog nos últimos tempos porque a minha cabeça andava demasiado
ocupada com o assunto, e agora só me apetece desocupa-la o mais rapidamente
possível. Por isso, vou dizer assim muito depressa o que aconteceu e, antes que
me venham dizer coisas como “opá, que desgraça, que chatice, que drama, e o
país está tão mau, e agora o que vais fazer?” e etc, deixo já bem claro que esta foi a melhor
decisão que já tomei em toda a minha vida, que me sinto como se me tivessem
tirado um peso do tamanho do mundo de cima dos ombros, que está tudo bem, está tudo óptimo, e que só não fui
festejar e beber uns copos à pala disto hoje, porque amanhã é noite de Santos
Populares e vou ter oportunidade de o fazer com o meu pessoal. Por isso, e porque quero despachar isto rapidamente,
aqui vai: hoje despedi-me, larguei o emprego que tinha há quase nove anos.
E pronto, já disse, está dito. Assunto encerrado. Siga. Next!
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Ana
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