quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Valentine Mix

Hoje deixo aqui um beijo enorme a todos os meus ex-namorados, aos que não foram e podiam ter sido, aos que foram e não deviam ter sido, aos que eu quis e não quiseram, aos que quiseram e eu não quis, aos que ficaram em banho-maria, aos que às vezes são e outras não, aos que têm potencial para ser mas deixa lá ver, e aos que ainda estão para vir.

Vocês bateram/batem/baterão forte cá dentro!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quem conta, a vida (re)encontra

Passamos uma vida inteira a encontrar e a desencontrar pessoas. É normal, e muitas vezes inevitável que, a determinada altura, e por qualquer motivo, as pessoas se separem, percam o contacto, deixem de se ver, de estar juntas, de fazer parte do mundo umas das outras. E se algumas há que pouco acrescentaram aos nossos dias, ou apenas passaram por eles como meras peças do cenário e, como tal,  nem pensamos nelas,  outras ficam guardadas naquele cantinho especial das nossas lembranças que nos fazem sorrir e sentir saudades de outros tempos. Pode ser aquela melhor amiga dos tempos de escola, ou aquela paixão que nos fazia suspirar entre uma aula e outra, ou aquele grupo de amigos com quem partilhámos muitos e bons momentos. Ou talvez nem precisemos de ir tão atrás no tempo, e podem ser apenas aquelas pessoas com quem nos cruzámos num passado recente e que, marcando a diferença, nos deixam aquele sensação de “saber a pouco”.

Quando penso nisto, e nas pessoas que, de alguma forma, foram importantes para mim, não posso deixar de me considerar uma sortuda, já que a vida me tem dado a oportunidade de as reencontrar todas, mais cedo ou mais tarde. Poucas, ou talvez nenhumas, são as pessoas que me foram especiais e de quem nada sei actualmente. É aquela melhor amiga dos tempos de escola, é aquela paixão que me fazia suspirar entre uma aula e outra, é aquele grupo de amigos com quem partilhei muitos e bons momentos. Todos estão aí, à distância de um telefonema. Há quem diga que nada acontece por acaso, que o tempo e a distância só afasta definitivamente quem não pesa na nossa história, que os desencontros apenas servem para percebermos a importância dos outros e que, no final, de uma forma ou de outra, a vida lá dá um jeitinho de nos trazer de volta quem conta.

Não sei se sou tão fatalista assim, se acredito que isto está tudo programado como alguns dizem, se essa coisa de destino existe ou serve apenas para vender livros, mas a verdade é que encontro sempre algum conforto na constatação de que só me perdi definitivamente de quem não interessou para a minha história. Talvez por isso não tenha assim tanto medo de perder pessoas, de me desencontrar delas, de as perder de vista. No fundo, acho sempre que a vida dá lá as suas voltas, mas sempre nos leva de volta aos lugares certos. E quem diz lugares, diz pessoas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

E como foi o Carnaval?

Foi muito fixe. Mascarei-me de Minnie e passei a noite a ouvir "ah que rata tão sexy!".

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Porque são três dias e eu já desperdicei um

Comprei o mini vestido às bolinhas (e os devidos acessórios) que, provavelmente, me vai deixar de rabo de fora algumas vezes. Comprei umas pestanas postiças enormes que ainda não sei se aguentam a noite toda nos olhos ou vão acabar por aparecer a boiar no copo de vodka. Comprei um batom vermelhão que, desconfio, me vai borrar toda até ao queixo. Completei o look com umas meias de rede que não devem durar intactas até ao final da festa. Está tudo pronto, tal e qual como eu queria para este ano. Não quero ouvir falar em figuras ridículas. Adoro ser ridícula no Carnaval! É bem melhor que o ser durante o ano todo sem estar mascarada e não ter desculpa.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Olhei lá para fora e lembrei-me

O que me apetecia mesmo agora, era meter o nariz na rua e sentir uns 30º em cima do corpinho. Vestir o belo do biquíni, calçar a chineloca, e meter-me à estrada. Chegar à praia e mandar logo um ganda mergulho, besuntar-me de creme, e estatelar o rabo na toalha o resto do dia.

Era isto e comer caracóis.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Gente estranha

Para mim, o problema de quem diz que não se arrepende de nada na vida, é não gostar de admitir que já errou, que nem sempre tomou as decisões certas, que agiu por impulso e fez merda, que não sabia, que não podia adivinhar. Pessoas que dizem que não se arrependem de nada, para mim, são estranhas. Porque não existem pessoas perfeitas - e só sob uma capa de perfeição se pode gostar de tudo o que já se fez ou já se disse - o arrependimento é humano e saudável. Aceitar os nossos erros é uma coisa, dizer que não os lamentamos é outra. Sentir arrependimento não é ficar a olhar para trás, é sabermos que, se pudermos, se tivermos novamente a oportunidade, faremos diferente. E negar isso é burrice, ou masoquismo. E os masoquistas, para mim, são estranhos.

A cor que se segue

Eu sei que sou um bocadinho embirrante em relação a estas mariquices de dar nomes todos pomposos e fashion a conceitos básicos, mas realmente há coisas que me ultrapassam. Acabei de ler numa página do facebook de uma sapataria que a grande tendência para este Verão é beringela e azul cor de pato. A sério? Azul cor de pato? Afinal, acho que até não disparatei muito aqui.