Depois daquela noite de horror extenuante, caí na cama e fechei os olhos com muita força, na tentativa de apagar aquelas imagens da minha mente e dormir tranquilamente. Com muito esforço - já que a lembrança daquelas facas apontadas para mim ainda me assombrava - lá consegui pegar no sono. E então sonhei. Sonhei que fui a um jantar com pessoas normais, simpáticas e divertidas. Sonhei que dei umas boas gargalhadas à pála do bom sentido de humor de quem me rodeava. Sonhei que havia caras que consegui reconhecer assim que entrei, e outras que não fazia a mínima ideia de quem eram. Sonhei que comi uma açorda de marisco maravilhosa e bebi nem sei quantos copos de uma sangria ainda melhor. Sonhei que havia um presépio meio estranho no pátio do restaurante. Sonhei que cada vez que entrava e saía do restaurante para ir fumar, o empregado dizia-me "olá boa noite, como está?". Sonhei que recebi um frasco de doce de morango na troca de prendas e ainda não sei de quem veio. Sonhei que me juntei a um grupinho e acabei a noite nos Templários, a curtir ao som dos Banda Gástrica. Sonhei que tinha gostado de tudo e de todos, e que mais uma vez se confirma que estas coisas correm sempre bem.
Mas, infelizmente, foi apenas um sonho, e se alguém duvida daquilo que digo, o Jedi explica melhor.