Se há coisa que eu detesto que os outros me tentem fazer são os chamados "arranjinhos".
"Ah e tal, o não sei quantos pediu-me para combinar aí umas cenas contigo, podíamos ir aí todos não sei quê e não sei que mais, e assim ele vai e tu também, e conhecem-se melhor e rebeubeubeu pardais ao ninho”.
Não, não e não. Meus amigos, esqueçam lá isso. Nestas coisas eu sou muito eu, e eu, e eu, e isto tem de ser tudo feito à minha maneira. Primeiro, se a pessoa me interessasse minimamente, nem sequer seria preciso virem os amigos tentar aproximações. Eu sou demasiado óbvia. Se alguém me interessa, nota-se à distancia. E, normalmente, sou a primeira a tentar criar as aproximações necessárias. Se não as crio, ou é porque tenho algum motivo para não o fazer, ou porque simplesmente não me interessa, e em qualquer um dos casos nem vale a pena virem os outros tentar interferir seja no que for. Segundo, eu gosto muito de discrição na minha vida pessoal. Dificilmente me meteria numa história que, desde o início, tem ali uma claque de apoiantes sempre atentos aos desenvolvimentos.
"Correu bem? Foram sair? E então? Têm estado juntos? Como é que isso vai? Oh que fixe! Oh que chatice! Olha que bom! Olha que treta!"
Naaaaaa... nem pensar, não quero cá nada disso para a minha vidinha. Esqueçam lá isso, a sério. Passem à frente, escolham outro alvo, dediquem-se a outros carnavais, que das minhas palhaçadas trato eu.