Há quem diga que quem espera sempre alcança, e há quem diga
que quem espera desespera. Eu, definitivamente, desespero. Não gosto de
esperar. Não consigo encontrar na espera esse tal encanto a que muitos se referem. A espera cria ansiedade, a ansiedade enerva-me e faz-me perder a paciência para
continuar à espera. Só espero pelo que
tenho mesmo de esperar, pelas coisas que não dependem da minha vontade, pelo
que tem de ser. E mesmo assim desespero,
suspiro, sopro, refilo entre dentes, reviro os olhos e rogo pragas a quem me faz
esperar.
Não gosto da sensação de ansiedade, de desassossego, de querer algo que nunca mais chega e ficar ali a torcer-me toda enquanto conto os minutos, as horas, ou os dias. Gosto de procurar atalhos para chegar lá mais depressa e despachar o assunto. Não gosto de gastar tempo à espera de nada. Até porque, na maior parte das vezes, não sei se espero por alguma coisa que valha o tempo que perco a esperar. E o tempo, esse não fica, de certeza, à minha espera.
Não gosto da sensação de ansiedade, de desassossego, de querer algo que nunca mais chega e ficar ali a torcer-me toda enquanto conto os minutos, as horas, ou os dias. Gosto de procurar atalhos para chegar lá mais depressa e despachar o assunto. Não gosto de gastar tempo à espera de nada. Até porque, na maior parte das vezes, não sei se espero por alguma coisa que valha o tempo que perco a esperar. E o tempo, esse não fica, de certeza, à minha espera.