Coisas do passado são isso mesmo: passado. Não vejo necessidade nenhuma de se andar a remexer em coisas que, a determinada altura, tiveram um determinado desfecho. Se no momento em que elas aconteceram, ninguém se preocupou em pedir ou dar esclarecimentos, porque raio se lembram de o querer fazer três, cinco ou dez anos depois?
O meu tempo passa muito depressa, eu viro páginas à velocidade da luz. Pessoas das quais me afastei propositadamente há alguns anos já não cabem nos meus dias, nem fariam qualquer sentido neles. A vida segue, as coisas mudam, outras pessoas chegam, e eu não gosto de andar para trás. Gosto de criar laços, mas detesto recriar os que desfiz consciente e deliberadamente. Isso seria cometer o mesmo erro duas vezes, e eu cá preciso é de espaço e tempo livre para cometer os novos que hão-de vir.
