terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Dúvida ao pequeno-almoço
Essa moda que agora anda por aí de dizerem que não gostam de pessoas, quer dizer exactamente o quê? Que também não gostam de vocês mesmos ou que se acham melhores pessoas que todas as outras?
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Ana
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Só eu sei porque foi bom ficar em casa hoje
Eu não uso maquilhagem, não gosto de me ver, não estou habituada e faz-me impressão. Mas ontem à noite, como acabei por não me mascarar, achei que devia fazer qualquer coisa diferente e meter umas corzinhas na cara, uns brilhos ou algo do género. Lá comprei meia dúzia de coisas e, depois de vestida e (des)penteada, dei início ao ritual. Maquilhei os olhos. Detestei e tirei tudo. Voltei a meter outras sombras e outro lápis. Voltei a tirar tudo. O risco saía-me todo torto, as sombras misturavam-se todas e já nem se percebia de que cor eram. Parecia que tinha levado dois murros bem dados. Tirei tudo novamente e voltei a mudar de cores. Já farta daquilo e a olhar para as horas - admiro-vos pela paciência de fazer isto todos os dias - lá dei o retoque final com os tais brilhozinhos de Carnaval e saí de casa.
Ainda não tinha chegado ao destino e já estava arrependida. O pó ou a base ou lá o que era, só me fazia comichão na cara. Não estava a suportar sequer o cabelo ali a tocar-me e comecei a torcer-me toda para não meter as unhas. As pestanas colavam-se todas por causa da porcaria do rímel e eu só piscava os olhos. Cada vez que lá metia o dedo vinha com um bocado de sombra atrás. Os brilhos começaram a espalhar-se pela cara e, às tantas, acho que até nos olhos já os tinha, porque só via estrelinhas à minha frente enquanto conduzia. Fui o caminho todo a ofender-me entre dentes pela brilhante ideia.
Ainda não tinha chegado ao destino e já estava arrependida. O pó ou a base ou lá o que era, só me fazia comichão na cara. Não estava a suportar sequer o cabelo ali a tocar-me e comecei a torcer-me toda para não meter as unhas. As pestanas colavam-se todas por causa da porcaria do rímel e eu só piscava os olhos. Cada vez que lá metia o dedo vinha com um bocado de sombra atrás. Os brilhos começaram a espalhar-se pela cara e, às tantas, acho que até nos olhos já os tinha, porque só via estrelinhas à minha frente enquanto conduzia. Fui o caminho todo a ofender-me entre dentes pela brilhante ideia.
Lá dentro, assim que tive oportunidade, fui olhar-me ao espelho e nem parecia eu. Agarrei nuns lenços de papel molhados e tirei aquela porcaria toda da cara. O que vale é que aquilo é meio escuro e não se via bem a borrada que ali estava. Mas eu sentia a cara a arder.
Hoje, quando acordei e vi o estado da minha pele, só me ocorreu agradecer ao meu patrão por nos ter dado o dia. Maquilhagem? Não, obrigada. Continuo a preferir a minha cara lavadinha.
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Ana
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
BlogoPeople
Que há gente muito doida na blogosfera, é um facto. Pessoal que não bate bem da bola, mentes estranhas, quase psicopáticas, não são novidade para (quase) ninguém. E as pessoas vão-se retraindo e preferem manter a distância, porque nunca se sabe o que pode vir de lá. Mas eu continuo a bater o pé e, como já o disse aqui, continuo a achar que existem pessoas por quem vale bem a pena dar a cara. Ontem tive mais uma prova disso. Já tinha conhecido a SuperSónica há uns 2 meses, numa sexta-feira de rock, mas só ontem conseguimos ter um alegre "bate papo" enquanto nos deliciávamos com uma óptima indian food e uma bela de uma sangria. E se há pessoas que até nos conseguem despertar uma certa simpatia, também há as outras que mal conhecemos já gostamos muito. E eu gosto mesmo desta miúda!
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Ana
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Não são só 3 dias
Eu gosto do Carnaval. Sou festeira, gosto de farra, tudo serve de motivo para sair e divertir-me. Se já o faço todos os fins-de-semana sem que precise haver qualquer coisa para festejar, muito mais o faço quando há. Estou-me nas tintas se são festas importadas daqui ou dali, se fazem ou não sentido na nossa realidade, quando chega a hora de combinar a noitada pouco me importa a história e o significado de cada uma delas. Eu e o meu grupinho festejamos tudo e mais alguma coisa. Houve novidades no trabalho? Não chove há uma semana? Faz 1 mês que caiu a unha do pé? Bora lá jantar e dançar! Já chegámos a festejar aniversários sem que os próprios aniversariantes estivessem na festa. Tudo é motivo para nos juntarmos e passarmos um bom bocado.
Com o Carnaval não é diferente. É mais uma noite de folia, de palhaçada, de risos. É mais um motivo para não ficarmos em casa, para estarmos com outras pessoas, dançarmos, libertarmos as energias acumuladas ao longo de uma semana de trabalho. Máscaras? Figuras ridículas? Haja sentido de humor! Por mim, podia ser Carnaval todas as semanas. E pensando bem, na maior parte das vezes, até é.
Com o Carnaval não é diferente. É mais uma noite de folia, de palhaçada, de risos. É mais um motivo para não ficarmos em casa, para estarmos com outras pessoas, dançarmos, libertarmos as energias acumuladas ao longo de uma semana de trabalho. Máscaras? Figuras ridículas? Haja sentido de humor! Por mim, podia ser Carnaval todas as semanas. E pensando bem, na maior parte das vezes, até é.
Divirtam-se!
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Ana
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Concerto
Toca-me...
Escuta cada som que sai do meu corpo
Sente em cada pedaço de pele um ritmo
Faz de cada músculo uma tecla de piano
De cada nervo uma corda de guitarra
E deixa-me sentir a melodia que escolhes
Toca alto e forte, se o desejo te ataca
Toca baixinho e suave, se o carinho te move
Mas toca...
Toca-me...
Compõe a tua música no meu corpo
Escreve a tua canção dentro de mim
Inventa e reinventa a nossa orquestra
Faz desta cama o teu palco
E guarda na carne as pautas deste concerto
Toca sem pressa, se a noite for longa
Toca com alma, se o tempo deixar
Mas toca...
Toca-me...
Happy Valentine's Day
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Ana
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
You're (not) my Valentine
Quando alguém me diz que eu não dou importância ao amor está redondamente enganado. Eu dou, sim. Dou até muita. Por isso não sou de muitos amores. Não digo que hoje amo o Manel, amanha o António e depois o José. Não fico perdida apenas por um rol de palavras bonitas ou por meia dúzia de bons momentos. Não chamo de "meu amor" qualquer um que passe pela minha cama. E isto não é ser fria, é saber a importância que o amor tem e não querer falar dele em vão.
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Ana
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domingo, 29 de janeiro de 2012
São lágrimas, senhor!
Hoje chorei. Ok, foram só duas ou três lágrimas, mas chorei. E é estranho constatar como uma coisa tão simples e banal me conseguiu surpreender tanto. Sim, eu fiquei estupidamente surpreendida comigo mesma. Cheguei a levar os dedos aos olhos para ver se era mesmo verdade. E era. Ali estavam aquelas duas ou três lágrimas perdidas a cair-me pelo rosto. Já não sabia como era. Já nem me lembrava da última vez que tinha chorado por alguma coisa. Nem porquê. E se, por um lado, isso até é bom sinal, pois significa que não tenho tido motivos para chorar, por outro, não deixa de ser preocupante, pois só demonstra que há muito perdi a capacidade de me emocionar seja com o que for. Ou achava que tinha perdido, até hoje. Sim, porque não foi de tristeza que aquelas duas ou três lágrimas caíram, foi de emoção. Ok, a coisa aconteceu ao ver uma cena numa série, mas conta na mesma, não conta?
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Ana
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Loja encerrada
Cada vez menos tenho paciência para levar com os dramas dos outros. Obviamente que não me refiro a quem tem mesmo problemas graves e motivos válidos para andar a bater com a cabeça nas paredes; refiro-me sim a quem entra em histerismo porque acordou com uma borbulha na testa, ou a quem anda a chorar pelos cantos porque não recebeu aquele telefonema especial que estava à espera. A sério, não sei se isto é coisa da idade ou se é mesmo um estado de saturação sem tamanho, mas a verdade é que há pessoas que só me dão vontade de ser bruta e abana-las para ver se acordam para a vida.
Vivem mergulhadas em dramas e tragédias gregas e, pior que isso, tentam arrastar os outros com elas. Sugam-nos a paciência até ao limite, deixam-nos sem palavras, sem argumentos, fazem-nos desistir de querer ajudar, alegrar, dar uma força, dizer seja o que for. Não dá, não há pachorra. O tempo passa tão depressa e há tanta coisa boa para ser vivida! Se gostam de perder esse tempo com dramas de algibeira, pois que o façam, mas não façam os outros perder tempo a ouvir a mesma lengalenga vezes e vezes sem fim. Eu cá já fechei a loja.
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Ana
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