quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

E eu que queria escrever tanta coisa...

Estava ali distraída com a minha vidinha, quando reparei que tinha apenas quinze minutos para publicar o meu post anual que, desta vez, calha em Janeiro. 

Pus-me rapidamente a pensar no que iria escrever, e já me preparava para um post enorme e cheio de divagações, quando a dúvida surgiu: seguindo a ordem das coisas, e andando sempre um mês para trás, o meu próximo post será em Dezembro, mas se eu publicar em Dezembro deste ano, passam a ser dois posts em 2018, e isso estraga a cena toda. 

Por outro lado, se eu esperar por Dezembro de 2019, a distância entre o post de hoje e o próximo será de quase dois anos, o que também deixa a cena meio estranha, certo?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Contas feitas

Tendo em conta que o meu antepenúltimo post foi em Maio de 2014, o penúltimo em Abril de 2015, e o último em Março de 2016, não podia chegar ao fim de Fevereiro sem escrever o de 2017.

terça-feira, 15 de março de 2016

Voltar às palavras

As palavras nunca me faltaram. Muito pelo contrário, sempre as tive de sobra. Não fossem os filtros que, convenientemente, aprendemos a usar nos momentos certos, e elas sairiam à velocidade da luz. Já me preocupei muito menos com isso, é verdade. Costumava achar que quem cala consente, que quem não fala perde oportunidades, e que quem se mantém em silêncio é porque não sabe muito bem o que tem para dizer. Ideias que tomamos como certas quando achamos que sabemos muito de tudo isto.
Nos últimos tempos tenho vivido quase no outro extremo, naquele em que acho que o silêncio é de ouro, em que a distância entre o pensar e o falar deverá ser cada vez mais longa, e onde a prudência é rainha incontestável. Não é fácil, é um facto. Isto de pensar trinta vezes antes de se dizer o que nos vai na alma é um exercício duro, requer muito treino, e muita disposição para arcar com as consequências. Porque não é só a palavra dita que não pode ser retirada. O silêncio, em determinados momentos, também pode ser irremediavelmente fatal.

Voltar aqui é quebrar uma pequena parte desse silêncio. É voltar a abrir uma janela com vista para um pouco do tanto que tenho vindo a reservar. Talvez seja uma forma de encontrar um meio termo confortável. Talvez até, quem sabe, eu volte a achar que pior do que lamentar a palavra dita é mesmo morrer engasgada com a calada.

domingo, 19 de abril de 2015

Matar ou não matar o bicho

Será que ainda anda por aí alguém?

De vez em quando o bichinho morde e sinto saudades disto. Hoje mordeu-me.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

So long, farewell

Hoje está um lindo dia para acabar com este menino, não está?

Então vá, até um dia, babes!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

E muito fica (ainda) por dizer

Um ano pode ser pouquíssimo tempo na vida de uma pessoa. Um ano passa a correr, mal damos por isso, é um instantinho, voa! Ainda ontem estava a brindar à chegada de 2013 e hoje já estou aqui pronta para me despedir dele. Tão depressa! Mas um ano também pode ser muito tempo da nossa vida. Num ano cabem muitas coisas, muitos reviravoltas, muitas lutas, muitas decisões, muitas pessoas. Um ano, que parece quase nada, pode fazer toda a diferença nas nossas vidas.

Há quem diga com toda a convicção que as pessoas não mudam. E há quem apenas ache que as pessoas não mudam de um dia para o outro. Nunca concordei com isto, até porque sempre tive exemplos à minha volta de pessoas que mudaram como da água para o vinho e quase sem darem por isso. E se eu, defendendo a minha convicção, sempre disse que não sou, nem de perto nem de longe,  a mesma pessoa que era há cinco, dez ou quinze anos atrás, agora acrescento que cada vez estou mais longe de ser a mesma pessoa que se despediu de 2012.

Não há como viver certas coisas sem mudar com elas. Eu costumo dizer que só não muda quem não vive, e 2013 foi um ano cheio, muito cheio. Felizmente para uns, infelizmente para outros, certas coisas não foram visíveis a olho nu. Talvez seja preciso alguma sensibilidade ou maturidade para se ter noção do tamanho das coisas sem que elas precisem ser explicadas. Ou talvez seja mesmo preciso viver certas coisas para se entender. Whatever.

De 2013 fica a lembrança do pior dia da minha vida, o dia em que perdi o meu pai. Mas de 2013 fica também a lembrança do dia em que tomei a melhor decisão que alguma vez poderia ter tomado: despedir-me daquela maldita empresa onde me afundei durante nove anos e, no dia seguinte, começar numa nova. Pelo meio, muitas outras coisas aconteceram, boas e más. Novas pessoas que entraram na minha vida, laços que se estreitaram, outros que se perderam, histórias, muitas histórias, muito movimento. Novas prioridades, novos hábitos, opiniões que mudaram, valores que se pesaram na balança, nova forma de olhar para a vida e para os outros. Tudo isto coube no meu 2013.

O que desejo para 2014? Desejo muito de muita coisa. Não quero ser meiguinha a pedir. Não vou estar aqui a dizer que me basta paz e saúde e essas coisas bonitas, porque não basta. 2014 tem de ser mais que bom, tem de ser fantástico, porque só assim uma série de coisas terão valido a pena.

Bom Ano!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Oito

Oito anos de blogosfera e eu aqui a balançar entre a vontade de ir e a vontade de ficar.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Faz, mas cala-te.

Não gosto de pessoas que se gabam de ajudar os outros, sejam pequenas ou grandes ajudas. Não gosto quando leio que a personalidade X anda a gritar ao mundo que doou não sei quantos milhões para ajudar esta ou aquela instituição. Só o facto de gritar ao mundo que o fez já me faz torcer o nariz. A causa pode ser muito boa, a ajuda pode ter sido enorme, mas a publicidade não me agrada. A verdadeira ajuda é desinteressada. Ajuda-se porque se quer, porque se faz questão disso, porque se pode e, principalmente, pelo prazer que proporciona a quem o faz. Ajudar para se ficar bem na fotografia é feio. Ajudar para se andar a cobrar a ajuda, é mais feio ainda. É como um amigo ajudar o outro e depois andar a gabar-se junto dos restantes que o fez. Ou pior ainda, andar a atirar-lhe à cara a ajuda que lhe deu. É feio, e só fica mal a quem o faz. Para mim, a ajuda ideal seria sempre a anónima, sem nome e sem rosto.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Estou de volta e fresquinha que nem uma alface.

Tinha preparado um post todo pomposo, cheio de dissertações e desabafos sobre o assunto em questão. Achei que iria querer gritar e extravasar tudo o que estava aqui engasgado há vários anos quando este dia chegasse. Mas não, não me apetece. Andei afastada deste blog nos últimos tempos porque a minha cabeça andava demasiado ocupada com o assunto, e agora só me apetece desocupa-la o mais rapidamente possível. Por isso, vou dizer assim muito depressa o que aconteceu e, antes que me venham dizer coisas como “opá, que desgraça, que chatice, que drama, e o país está tão mau, e agora o que vais fazer?” e etc, deixo já bem claro que esta foi a melhor decisão que já tomei em toda a minha vida, que me sinto como se me tivessem tirado um peso do tamanho do mundo de cima dos ombros, que está tudo bem, está tudo óptimo, e que só não fui festejar e beber uns copos à pala disto hoje, porque amanhã é noite de Santos Populares e vou ter oportunidade de o fazer com o meu pessoal. Por isso, e porque quero despachar isto rapidamente, aqui vai: hoje despedi-me, larguei o emprego que tinha há quase nove anos.

E pronto, já disse, está dito. Assunto encerrado. Siga. Next!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Estou aqui com uma comichão...

Não é "não tem nada a haver com", é "não tem nada a ver com".

Não é "estives-te, dormis-te", é "estiveste, dormiste".

(... e quando tenho comichão tenho de coçar, pronto.)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ou então ando a ver muitas séries

Sonhei que tinha assassinado um homem em casa. Mas uma coisa assim mesmo à psicopata, à bruta, com muita facada e olhos arrancados. Depois abri um buraco na parede, enfiei para lá o corpo, e voltei a tapar tudo com cimento. Entretanto, dei uma alta festa, muita gente, muita música e, a determinada altura, quando olho para a tal parede, o sangue começava a escorrer. Fui buscar uma mangueira para lavar aquilo sem que ninguém visse, mas o sangue era cada vez mais. No meio daquele desespero todo, acordei. 

É a segunda vez, no espaço de uma semana, que sonho com isto. Alguém que me explique.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Curiosidade

Qual seria a mentira que eu vos podia pregar sobre mim e na qual vocês nunca acreditariam?

domingo, 31 de março de 2013

Quem não chora, não mama

O pessoal adora um bom drama. Muita choradeira, muita auto-comiseração, muitas noites de insónia, muito "ai que eu estou a sofrer", muita chamada de atenção, enfim, muito drama. Se não fazes dramas, não és levado a sério. Se dormes bem todas as noites, és um alienado, um insensível, alguém que não quer saber de nada. E o pessoal gosta é de partilhar dores, desgostos, dúvidas, o pessoal gosta de achar que pode salvar alguém e que alguém o vai salvar no meio de tanta choradeira. Se não tens um drama para partilhar não fazes parte do clã, não entendes a dor dos outros, não sabes o que é isso. És um está-se bem, e os está-se bem estão sempre bem, não passa daquilo, não têm coisas sérias na vida, não sentem, não se chateiam. 

E quando dizes que te recusas a fazer dramas, porque já não tens paciência para dramas, porque achas que a vida é muita curta e muita coisa acontece enquanto perdes tempo a consumir-te em dramas, acenam-te com a cabeça e dizem-te "sim, senhora", mas continuam a olhar-te como alguém que já não faz parte dos comuns mortais. Porque quem não chora, não grita, não cobra, é porque não sente, não faz parte do tal clã a ser salvo. Muitas vezes, falta perceber que não fazer drama não significa necessariamente não sentir com a mesma intensidade, pode significar apenas que se escolhe não ir por aí, pela chamada de atenção, pela entrega à auto-comiseração, pelo querer partilhar dores e entrar nesse jogo do "quem salva quem primeiro". 

Há quem não esteja disposto a isso, há quem prefira ficar quieto no seu canto e saltar logo essa parte. Mas disso o pessoal não gosta, porque isso não emociona ninguém, não apela à sensibilidade, não dá luta. O pessoal gosta é de sangue, de discussão, de tristezas, do "ora queixas-te tu ora queixo-me eu", e depois carregar com os dramas uns dos outros e chorar todos juntos.

Se não te queixas, se não gritas, se não bates o pé, é porque não sentes. E se o pessoal acha que não sentes, nem questiona.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Embriaguez

Sabem aquele pessoal que quando bebe uns copos valentes, desata a disparar tudo o que lhe vem à cabeça, sem qualquer filtro, sem qualquer noção de inconveniência, sem pensar onde está, com quem está e quem vai atingir? Por vezes, precisava de conseguir chegar a esse estado. Precisava dessa embriaguez que me fizesse perder as estribeiras e começar a falar tudo o que me apetece, como fazem os maluquinhos. Mas não. Se bebo um bocadinho fico alegre, rio-me de tudo e de todos, brinco, fico atrevida e, no máximo, digo umas quantas baboseiras que não chateiam ninguém. Se beber um bocado mais da conta, fico logo maldiposta e a festa acaba ali. Precisava daquela fase intermédia, precisava que o meu estado de embriaguez avançasse um bocadinho mais até ao ponto de nem querer saber, nem estar aí para as consequências, abrir a boca e levar tudo à frente, mesmo que depois caísse redonda no chão e no dia seguinte tivesse de andar a apanhar os cacos. Precisava de lavar a alma, desengasgar as porcarias acumuladas durante anos, desatar ao soco e ao pontapé, atirar cadeiras pelo ar e bater portas. Precisava de ter mau vinho. Mas não. Limito-me a ir brincando pela vida, rindo, ironizando, soltando uma laracha aqui ou ali, mas sempre muito controlada. Ou então, quando a coisa é mais pesada, meto rapidamente os dedos à boca e resolvo o problema. E no dia seguinte, não há cadeiras partidas nem copos pelo chão, só uma leve dor de cabeça. E isso, às vezes, é o que me lixa.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mais um dia para os enjoadinhos de serviço

Não gostam do Natal, não gostam do Carnaval, não gostam do Halloween, não gostam do S. Valentim. O Dia do Pai, o Dia da Mãe, o Dia da Criança e o Dia da Mulher, claro, já sabemos que é todos os dias e, como tal, não faz sentido festeja-los. Depois também há os que nem do próprio dia de aniversário gostam porque ficam deprimidos só de pensar que um dia nasceram.

E é nestas alturas que eu fico bastante aliviada por ter amigos à minha volta que gostam de festejar tudo e mais alguma coisa, e tudo serve de pretexto para uma jantarada e uma noite de copos.

Caramba pá, descompliquem as coisas!  Vocês são uma seca.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Baloiço de jardim

Sabes, tu sempre foste o homem da minha vida. Não foste só Pai, foste Mãe, foste amigo, foste o meu pilar de todas as horas. E três dias depois acho que ainda não acordei, ainda não caí em mim. Por vezes, por momentos, acho que ainda te vou voltar a ver sentado no teu sofá a elogiar as moças bonitas que aparecem na televisão. Ou então, frente ao espelho, a ajeitar o fato e a gravata, e a perguntar dezenas de vezes "estou bem assim?". É esta a imagem que quero guardar de ti, sempre vaidoso, com as tuas graçolas, e a tua energia quase inesgotável. Quase. Não tive tempo de me preparar para isto, se é que isso seria possível. Não me consegui despedir de ti. Sabes, eu sempre tive a mania que sou crescida e forte mas, neste momento, sinto-me como aquela menina pequenina que levavas pela mão para andar de baloiço no jardim. Nunca foste um homem de dramas, e contigo aprendi a olhar para a frente, nunca para trás. A vida continua, não é? Amanha, sei que vou ter de largar a tua mão e voltar a ser crescida, com a mania que sou forte e que nada me derruba. E vou conseguir, porque sei que, de algum forma, daí onde estás, vais continuar a dizer "não tenhas medo que não te deixo cair".

Mas isso será só amanha. Hoje preciso de ficar mais um bocadinho neste baloiço.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Valentine Mix

Hoje deixo aqui um beijo enorme a todos os meus ex-namorados, aos que não foram e podiam ter sido, aos que foram e não deviam ter sido, aos que eu quis e não quiseram, aos que quiseram e eu não quis, aos que ficaram em banho-maria, aos que às vezes são e outras não, aos que têm potencial para ser mas deixa lá ver, e aos que ainda estão para vir.

Vocês bateram/batem/baterão forte cá dentro!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quem conta, a vida (re)encontra

Passamos uma vida inteira a encontrar e a desencontrar pessoas. É normal, e muitas vezes inevitável que, a determinada altura, e por qualquer motivo, as pessoas se separem, percam o contacto, deixem de se ver, de estar juntas, de fazer parte do mundo umas das outras. E se algumas há que pouco acrescentaram aos nossos dias, ou apenas passaram por eles como meras peças do cenário e, como tal,  nem pensamos nelas,  outras ficam guardadas naquele cantinho especial das nossas lembranças que nos fazem sorrir e sentir saudades de outros tempos. Pode ser aquela melhor amiga dos tempos de escola, ou aquela paixão que nos fazia suspirar entre uma aula e outra, ou aquele grupo de amigos com quem partilhámos muitos e bons momentos. Ou talvez nem precisemos de ir tão atrás no tempo, e podem ser apenas aquelas pessoas com quem nos cruzámos num passado recente e que, marcando a diferença, nos deixam aquele sensação de “saber a pouco”.

Quando penso nisto, e nas pessoas que, de alguma forma, foram importantes para mim, não posso deixar de me considerar uma sortuda, já que a vida me tem dado a oportunidade de as reencontrar todas, mais cedo ou mais tarde. Poucas, ou talvez nenhumas, são as pessoas que me foram especiais e de quem nada sei actualmente. É aquela melhor amiga dos tempos de escola, é aquela paixão que me fazia suspirar entre uma aula e outra, é aquele grupo de amigos com quem partilhei muitos e bons momentos. Todos estão aí, à distância de um telefonema. Há quem diga que nada acontece por acaso, que o tempo e a distância só afasta definitivamente quem não pesa na nossa história, que os desencontros apenas servem para percebermos a importância dos outros e que, no final, de uma forma ou de outra, a vida lá dá um jeitinho de nos trazer de volta quem conta.

Não sei se sou tão fatalista assim, se acredito que isto está tudo programado como alguns dizem, se essa coisa de destino existe ou serve apenas para vender livros, mas a verdade é que encontro sempre algum conforto na constatação de que só me perdi definitivamente de quem não interessou para a minha história. Talvez por isso não tenha assim tanto medo de perder pessoas, de me desencontrar delas, de as perder de vista. No fundo, acho sempre que a vida dá lá as suas voltas, mas sempre nos leva de volta aos lugares certos. E quem diz lugares, diz pessoas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

E como foi o Carnaval?

Foi muito fixe. Mascarei-me de Minnie e passei a noite a ouvir "ah que rata tão sexy!".