quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Faz, mas cala-te.

Não gosto de pessoas que se gabam de ajudar os outros, sejam pequenas ou grandes ajudas. Não gosto quando leio que a personalidade X anda a gritar ao mundo que doou não sei quantos milhões para ajudar esta ou aquela instituição. Só o facto de gritar ao mundo que o fez já me faz torcer o nariz. A causa pode ser muito boa, a ajuda pode ter sido enorme, mas a publicidade não me agrada. A verdadeira ajuda é desinteressada. Ajuda-se porque se quer, porque se faz questão disso, porque se pode e, principalmente, pelo prazer que proporciona a quem o faz. Ajudar para se ficar bem na fotografia é feio. Ajudar para se andar a cobrar a ajuda, é mais feio ainda. É como um amigo ajudar o outro e depois andar a gabar-se junto dos restantes que o fez. Ou pior ainda, andar a atirar-lhe à cara a ajuda que lhe deu. É feio, e só fica mal a quem o faz. Para mim, a ajuda ideal seria sempre a anónima, sem nome e sem rosto.