terça-feira, 29 de maio de 2012

Quanto mais alto é o vôo...

Gosto de pessoas positivas, optimistas, pessoas que tentam sempre encontrar o lado bom das coisas, mesmo quando essas coisas parecem ser uma tragédia grega. Talvez pelo facto de eu mesma ser assim. Acho sempre que, de uma forma ou de outra, no final, tudo se resolve. Mas uma coisa é ser-se positivo, outra coisa é entrar em delírio.
Hoje em dia as pessoas vivem tão mergulhadas em processos de auto ajuda que querem convencer-se que basta acreditar, basta querer, basta mandar aquele sorriso 501 para o espelho assim que acordam, que tudo é possível. E depois andam por aí com frases de algibeira na ponta da língua, sacadas de um livro qualquer à la "O Segredo", e julgam que descobriram o pote de ouro. "Agora é que é, agora é que tudo vai mudar, basta sorrir minha gente, basta acreditar, basta querer". Não, não é. Nem tudo é possível e não basta querer. E nem sei se é muito bom convencerem-se disso.
É que nós não vivemos sozinhos e nem tudo pode ser como queremos. Ser-se positivo e optimista não é achar que somos donos do mundo e que tudo conseguimos. Isso é ilusão, delírio. Ser-se positivo e optimista é, entre outras coisas, conhecer limites, os nossos e os dos outros, e acreditar que dentro desses limites há sempre uma boa solução para nós. Não é tudo, não é este mundo e o outro, é tão só e apenas o que está ao nosso alcance.

domingo, 27 de maio de 2012

R.I.R. - 1º Round

Como eu já previa, Linkin Park foi simplesmente brutal! Era menina para ir vê-los todos os meses.

Limp Bizkit e Offspring também bombaram. Os Smashing já não vi, vim embora assim que os Linkin terminaram para aproveitar a boleia do metro que encerrava à 1h, já que na próxima semana fico lá até ao fim e vou ter muito que sofrer.

A Rock Street é um espectáculo, vale mesmo a pena andar por lá. As filas para entrar nas lojas é que metem medo, mas ainda consegui lambuzar-me com uma fatia do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo.

Tive de levar com a esganiçada da Mafalda Veiga assim que cheguei (não suporto mesmo aquela voz) e ouvir 500 vezes as mesmas músicas que vinham do Palco Millenium.

Rapei um frio do caraças, mesmo com um casaco de lã, e já nem sabia se pulava por causa da música ou para não morrer gelada.

O gajo da organização que ia ao palco falar entre concertos parecia a Bárbara Guimarães nos Globos de Ouro. Ele bem tentava ser engraçado e puxar pelo pessoal, mas ninguém lhe ligava nenhuma.

Continuo a gostar bastante de ver as meninas que vão para estas coisas de saltos altos. Acho o máximo, a sério. É lindo.

Doem-me os pés, as pernas, os rins e o pescoço, mas teria lá ficado a noite toda a ouvir Linkin Park. Já disse que foi brutal?


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Porque isto não serve só para usar chapéu

A impulsividade é uma coisa muito bonita, muito sincera, muito espontânea, muito "quem quer faz e não olha para trás", até chegarmos àquela fase em que percebemos que, afinal, pensar dez ou vinte vezes antes de fazermos alguma coisa nos dá melhores noites de sono. 
Já fui muito impulsiva. Não deixava passar tempo nenhum entre o querer e o fazer, entre o pensar e o dizer. E orgulhava-me disso, achava-me uma corajosa.

Hoje em dia, orgulho-me de conseguir deitar a cabeça na almofada e, em poucos minutos, ferrar a dormir, horas e horas seguidas.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Resumindo e baralhando

Sabes que estás completamente queimadinha quando estás a falar ao telemóvel, a bateria acaba, o telemóvel desliga-se e, sem tirares o dito cujo do ouvido, metes o carregador e ficas ali parada, à espera que alguém diga alguma coisa do lado de lá. Isto, claro, depois de teres estado quase dez minutos à espera de um elevador que, sabes bem, não funciona há anos. Já para não falar no facto de ires o caminho todo para casa a tentares lembrar-te do nome de uma determinada banda e, quando páras na bomba de gasolina, abres a janela, e em vez de dizeres ao senhor "20€ da 95, sff" dizes "é No Doubt".

Têm sido assim os meus dias.