terça-feira, 24 de abril de 2012

Toma lá, dá cá

Não sou a típica pessoa do "toma lá, dá cá". Acredito que simpatia gera simpatia, sim. Atenção, cuidado, mimo, são factores que nos ajudam a criar laços e a mantê-los. Quem é que não gosta de ser bem tratado? Quem é que não gosta de se sentir querido? Não acredito quando certas pessoas dizem que lhes é igual ao litro que gostem delas ou não. Claro que não agradamos a todos nem todos nos agradam, mas uma pessoa que não se sinta querida nunca, e por ninguém, acabará, com certeza, por ser uma pessoa amarga, fria e vazia. 

Acredito que a troca é essencial nas relações humanas. Podemos gostar de dar, mas também gostamos de receber, mesmo que não seja na mesma moeda, na mesma medida, ou naquele mesmo exacto momento. Mas não gosto de levar isto como uma regra inquebrável, como um princípio que dite o meu comportamento perante os outros ou o que sinto por eles. Não sou pessoa de "toma lá, dá cá". Não bato o pé e faço birra só porque alguém não me dá a mesma atenção que eu lhe dou. Não sou simpática apenas para quem se derrete em sorrisos comigo. Por vezes, gosto só porque sim, e independentemente do que recebo em troca. Claro que isto não entra na esfera do ser-se maltratado ou desrespeitado. Disso não posso gostar, nem posso admitir. Mas ficar à espera que todas as pessoas por quem nutro algum tipo de simpatia me venham encher de beijinhos e abraços é, no mínimo, patético. Assim como esperarem de mim uma atenção especial só porque vão com a minha cara é, também, um bocado inútil.

Não sou a típica pessoa do "toma lá, dá cá", e quando sinto que me colocam nessa situação, demonstrando claramente uma atitude de "não brincas comigo, também não brinco contigo", então a coisa torna-se uma verdadeira perda de tempo. É que eu não faço birra como os putos mas, tal como eles, não gosto de ser obrigada a nada, mesmo que subtilmente.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Só me deixaram os ossinhos

Para quem, como eu, tem tendência a sonhar com coisas estranhas, talvez não seja muito boa ideia por-se a ver episódios da série "The Walking Dead" até adormecer.

É que esta noite fui, literalmente, comida.

sábado, 21 de abril de 2012

Para quem tanto anda a reclamar do blogger

Esta opção está no painel inicial, no canto superior direito.

De nada, sempre às ordens:)

 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Até perco o apetite

Ir jantar fora com alguém, e perceber que esse alguém, embora em silêncio, começa a fazer contas às entradas que eu como, lançando um olhar aflito quando eu peço mais qualquer coisa porque, supostamente, acha que lhe vou apresentar a conta no final, é que não. Epá, não mesmo. Quando vou jantar fora é porque posso, não vou à espera que alguém pague a minha parte, então deixem-me comer em paz, tá?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

R.I.R vai ser o melhor remédio

Ainda bem que o Rock in Rio são só cinco dias e que, bem ou mal, conseguiram concentrar o que me interessa em apenas três, ou eu correria o risco de me desgraçar por completo. Agradeço também, do fundo do coração (e dos pés, das pernas e das cordas vocais), à organização, o facto de me ter poupado as noites de domingo, e não tornar, por isso, as minhas segundas-feiras ainda mais dolorosas do que elas já são. Mesmo assim, e tendo em conta as anteriores visitas ao Bela Vista, prevejo uns quantos dias de estranha e limitada capacidade motora.

Ora então, a coisa, para mim, vai começar no dia 26. Neste dia não há muito que saber. Depois de muitas rezas, de muitas velinhas acesas, e de muitas promessas feitas para que constassem no cartaz (e quem me conhece bem, sabe o quanto eu sou doida por eles ao ponto disto quase ser verdade), lá estarei linda e fresca para gritar o "Crawling" com os Linkin Park. Até podia não ir mais dia nenhum, mas a este só faltaria se estivesse completamente "Numb".

Depois, no dia 1, a festa começa cedo. Tudo me agrada, do princípio ao fim, mas a motivação principal é, sem dúvida, Maroon 5, até porque já ando a prometer há imenso tempo um cafezinho especial ao Adam-coisa-mais-boa-Levine, e vou ter de lhe sussurrar ao ouvido um "Won't Go Home Without You". Mas, antes disso (Adam, querido, só às 2h, ok?), ainda vou "Fly Away" com o Lenny Kravitz.

No dia 2, e na esperança de ainda ter pernas, rins, costas e voz para isso, lá irei (pela 3ª ou 4ª vez, já nem sei) recordar os anos dourados ao som do "Tonight" com o Bryan Adams (as matinés, as matinés!) e, no fim da noite, ainda vou ter disposição para um "Part Time Lover" do Stevie Wonder.

Ainda estou na dúvida se o melhor não será montar uma tenda lá perto para passar o fim de semana. É que só de pensar nos kilometros que andei a pé nas últimas vezes, não sei se tenho coragem para ir e vir, e ir e vir, dois dias seguidos (Adam, querido, vais estar hospedado onde mesmo?). No mínimo, vou andar uma semana com um andar estranho. Espero estar recuperada para os Santos Populares.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fresca que nem uma alface

Já passou. Não arranquei cabelos nem bati com a cabeça em lado nenhum. Se há coisa que eu sei fazer bem é passar por cima e andar para a frente. Basta-me chegar a casa e o resto do mundo fica lá fora. Ali não entram stresses, nem trabalho, nem gente chata. Ali quem manda sou eu e só entra o que e quem eu quero. Entram os sorrisos em conversas entre amigos, entram as gargalhadas entre as cusquices do mulherio, entram os olhares cúmplices entre um café e um copo de vinho, entra a vontade de ficar mesmo quando já é tarde. Ou então, entra o silêncio quando é isso que apetece, as histórias dos livros que caem das mãos ao adormecer, a música que toca no portátil enquanto se trocam uns mimos com quem não se conhece, ou a vontade que chegue logo o dia seguinte para fazer aquele programa especial.

É, cheguei a casa e deixei entrar apenas o que quis. E hoje estou como nova, pronta para deixar entrar mais uma noite de muitos sorrisos, muitas gargalhadas, muita música no corpo, olhares cúmplices e, talvez até, a vontade de ficar...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Isto não é um post...

... isto é só um momento de muito stress, em que só me apetece desatar aos berros, agarrar nos cabelos e puxa-los, como aquelas loucas na primeira fila dos concertos do Justin Bieber, e mandar certas pessoas para aquele sítio que eu podia dizer qual é mas não vou dizer porque a minha família lê este blog, e logo de seguida sair daqui e desatar a correr à volta do quarteirão com a língua de fora, como aqueles que moram aqui no hospital mesmo em frente, e desatar aos pontapés no ar para libertar a irritação, e mandar-me para o chão, bater com a cabeça na calçada portuguesa umas quantas vezes até desmaiar, e só voltar a acordar já em casa, deitadinha no meu sofá, e sem me conseguir lembrar do que foi este dia.