Cada vez menos tenho paciência para levar com os dramas dos outros. Obviamente que não me refiro a quem tem mesmo problemas graves e motivos válidos para andar a bater com a cabeça nas paredes; refiro-me sim a quem entra em histerismo porque acordou com uma borbulha na testa, ou a quem anda a chorar pelos cantos porque não recebeu aquele telefonema especial que estava à espera. A sério, não sei se isto é coisa da idade ou se é mesmo um estado de saturação sem tamanho, mas a verdade é que há pessoas que só me dão vontade de ser bruta e abana-las para ver se acordam para a vida.
Vivem mergulhadas em dramas e tragédias gregas e, pior que isso, tentam arrastar os outros com elas. Sugam-nos a paciência até ao limite, deixam-nos sem palavras, sem argumentos, fazem-nos desistir de querer ajudar, alegrar, dar uma força, dizer seja o que for. Não dá, não há pachorra. O tempo passa tão depressa e há tanta coisa boa para ser vivida! Se gostam de perder esse tempo com dramas de algibeira, pois que o façam, mas não façam os outros perder tempo a ouvir a mesma lengalenga vezes e vezes sem fim. Eu cá já fechei a loja.