Tenho uma série de regras que aplico à minha vida pessoal, regras essas que os outros nem sempre entendem, chegando mesmo a acha-las estranhas ou exageradas. Não são caprichos meus, não são coisas que surgiram do nada só porque um dia me apeteceu fazer uma listinha qualquer de coisas estapafúrdias. São regras que fui estabelecendo de acordo com o que fui vivendo e vendo à minha volta. Resultam comigo, porque têm a ver com aquilo que quero, que sou, que me é conveniente e necessário, neste momento. Não têm de fazer sentido para mais ninguém e entendo, e aceito, quando alguém não está para levar com elas. Dificilmente as quebro, porque conheço as possíveis consequências. No entanto, diz-se, para tudo há uma excepção, e é inevitável que existam momentos em que me pergunto se deveria abrir essa tal excepção, se não estarei a ser casmurra ou demasiado radical em relação a coisas, aparentemente, sem qualquer importância. Então, cuidadosa como sou, em vez de quebrar determinada regra, tento contorna-la subtilmente para ver o que acontece. E rapidamente chego à conclusão que quem diz que as regras são feitas para ser quebradas é porque anda a estabelecer as regras erradas.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Estacionamento não aconselhável
Alguém se lembra disto?
Hoje voltou a acontecer, no mesmo sítio, mas por motivos diferentes.
Eu bem digo que tenho de fugir daqui.
Hoje voltou a acontecer, no mesmo sítio, mas por motivos diferentes.
Eu bem digo que tenho de fugir daqui.
Por
Ana
18
comentários
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Caixa Forte
Confiar em alguém é sempre um jogo de sorte. Podemos até pôr em prática todas as teorias que vamos construindo sobre as pessoas, podemos seguir a nossa intuição, analisar comportamentos anteriores, basearmo-nos na proximidade, na convivência, nos laços e até mesmo na confiança que depositam em nós, mas nunca deixará de ser um tiro no escuro. Quando alguém trai a nossa confiança, é porque disparámos esse tiro, e todos os critérios que tivemos em conta de nada serviram. E é por isso que eu há muito guardei as armas verdadeiras e limito-me a disparar balas de brincadeirinha, daquelas que se fizerem ricochete, nunca me poderão ferir, de tão insignificantes que são. As outras, aquelas a sério, guardo-as numa caixa forte dentro de mim.
Por
Ana
13
comentários
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Dica
(a propósito de um comentário que deixei por aí)
Quando um homem tem tempo suficiente para que seja ele a dar o primeiro passo comigo, talvez o melhor seja nem dar passo nenhum.
Quando eu quero mesmo, eu não espero.
Quando um homem tem tempo suficiente para que seja ele a dar o primeiro passo comigo, talvez o melhor seja nem dar passo nenhum.
Quando eu quero mesmo, eu não espero.
Por
Ana
22
comentários
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Um dia falamos
A idade, enquanto número apenas, não é justificação para tudo, é um facto. Mas se pensarmos na idade como anos de vivência, a coisa poderá mudar um bocadinho de figura. Quando eu tinha 20 anos, não era, nem de perto nem de longe, a mesma pessoa que sou hoje. Não tinha a mesma postura perante a vida, os mesmos gostos, as mesmas ideias ou os mesmos valores. A minha vida era um reflexo daquilo que eu tinha vivido até ali, e quando alguém com mais 15, 20 ou 25 anos que eu, me vinha dizer "com os anos isso muda" ou "quando chegares à minha idade logo me dizes se continuas a pensar assim" e por aí fora, eu considerava aquilo uma arrogância tremenda e achava sempre que não, que ía ser sempre aquela mesma pessoa, com os mesmos valores, as mesmas ideias, a mesma atitude perante a vida. Hoje sei que estava errada e dou a razão a quem já tinha vivido um pouco mais que eu.
Por isso, hoje em dia, quando uma miúda de 20 anos me vem dizer que eu não posso pensar assim ou assado, que não devia fazer isto cozido ou grelhado, eu lembro-me sempre desses tempos em que eu achava que sabia tudo. Não caio no erro de lhe falar em números ou idades, porque sei que ela não me vai ligar nenhuma, mas não deixo de lhe perguntar se já passou por isto ou por aquilo, se já viveu esta ou aquela experiência. Se ela me responder que sim, que já viveu essas coisas todas da mesma forma, eu calo-me e aceito. Mas como raramente isso acontece, eu limito-me a sorrir e a pensar "um dia falamos".
E daqui a 20 anos, muito provavelmente, serei outra pessoa.
E daqui a 20 anos, muito provavelmente, serei outra pessoa.
Por
Ana
18
comentários
Subscrever:
Mensagens (Atom)