sexta-feira, 20 de maio de 2011
Como da água para o vinho
Se eu quisesse entrar em generalizações e dizer que as pessoas não mudam, nem com o tempo, nem com a idade ou nem com as experiências que vão vivendo, se eu dissesse que apenas se moldam e adaptam às circunstâncias, mantendo sempre a sua essência, personalidade e princípios, teria de ignorar a mão cheia de coisas que, há meia dúzia de anos, seria capaz de fazer com a maior das convicções e que, hoje em dia, me parecem completamente inconcebíveis, ou vice-versa. Teria também de ignorar todas as coisas a que dava um enorme valor e que hoje não me parecem fazer qualquer sentido. E todas as opiniões, gostos, vontades, acções e reacções que faziam parte da minha forma de ser ou estar, forma essa que hoje nem sempre reconheço. Ou então, teria de ter a pretensão de achar que sou diferente de todos os outros. E não tenho. Não sou. Por isso digo que as pessoas mudam, sim. Algumas mudam até de uma forma brutal. Só não acontece é com todas.
Por
Ana
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