Nunca vais conseguir agradar a todos. Vai haver sempre alguém que te acha uma idiota, que se ri das tuas ideias, que troça do que dizes, que te acha burra, fútil ou arrogante. Vai haver sempre alguém com um dedinho pronto para apontar na tua direcção, faças o que fizeres, e com a língua afiada e ansiosa para te derrubar com ofensas, intrigas e provocações. E vai haver sempre alguém que simplesmente te ignora, te acha desinteressante e vazia, e nem sequer perde tempo contigo.
Depois estão aqueles que te adoram, que concordam com tudo o que dizes, que acham que estás sempre certa, que te põem lá em cima com mil elogios à tua inteligência, esperteza, perspicácia e jeito para usar as palavras. Aqueles que nunca te contrariam, que te seguem como se fosses uma espécie de religião nunca posta em causa, que te defendem com unhas e dentes e todas as armas que tiverem mais à mão, mesmo que estejas errada.
Mas nem sempre é 8 ou 80. Também há aqueles que te olham sem te encher de rótulos. Nuns dias acham-te meio disparatada, nos outros acham que acertaste em cheio. Hoje não concordam nada com a tua conversa da treta, mas amanha vão sorrir ao ler os teus pensamentos. São aqueles que te aceitam com o teu lado estúpido, porque também reconhecem o teu lado lúcido. Para esses és humana, és pessoa. Tens dias de perfeita futilidade, e dias em que pareces tocar as almas mais profundas. Não és sempre boa, nem és sempre má. És tu, e até gostam de ti assim.
Agora cabe-te a ti decidir a quem dás mais importância.