Não acho que os homens sejam todos iguais – nada mesmo – e, por isso, uns agradam-me muito e outros nem tanto. Assim como também não acho que todas as mulheres não saibam aquilo que querem. Podem é não querer sempre o que eles gostariam que elas quisessem. Por norma, ninguém acredita naquela expressão “o problema não é teu, é meu”, mas parece-me que, na verdade, há quem espere ouvir isso mesmo, já que acha sempre que o problema é do outro. E começa a ladainha da generalização “hoje em dia ninguém sabe o que quer, e são todos/as iguais, e eu sou uma pobre criatura que cai sempre na mesma cantiga, e já não acredito em nada nem ninguém, e vou ali cortar os pulsos porque o mundo é uma selva” e por aí fora.
Nem todos gostamos do mesmo. Nem todos queremos o mesmo. Nem sempre o que queremos hoje, queremos amanha. É a vida! Nem sempre as coisas correm como esperávamos, nem sempre temos o que queríamos. Não agradamos a todos nem todos nos agradam. Meter tudo no mesmo saco é estarmos também a metermo-nos nele. E quem gosta de tudo o que lhe cai no prato e nunca rejeitou ninguém que atire a primeira pedra.