... daquele que vemos marcado pelos ponteiros do relógio ou pelo calendário estrategicamente colocado na nossa secretária, mas que na verdade é medido ao sabor das nossas emoções. Se estamos bem, parece passar depressa demais. Se estamos mal, dura uma eternidade. Se queremos que passe depressa, atraiçoa-nos e abranda o passo. Se queremos agarra-lo, acelera a fundo e perdemo-lo de vista.
E é também aquele que tem a fama de tudo curar. Dizem que faz milagres. Dizem que é o melhor remédio. Consta que tem um poder regenerativo. Eu cá nunca acreditei muito em milagres, mas espalho a palavra na mesma, não vá a coisa ser verdade. E interiorizo a ideia. Convenço-me dela. Reconforta-me. E depois fico à espera que este tempo me mostre do que é capaz. E ele diz-me que ainda tenho a vida toda para descobrir.
