Nós, mulheres, não deveríamos ficar irritadas quando um homem interpreta um não nosso como sendo um talvez, ou um talvez como sendo um inequívoco sim. Não deveríamos dizer cobras e lagartos daqueles que continuam a insistir e a insistir incansavelmente, mesmo depois de lhes dizermos que não estamos para aí viradas. Na minha opinião, deveríamos era espetar dois estalos na tromba de todas as sonsas que, mesmo quando estão mortinhas para que eles lhes saltem para cima, fazem aquele ar de "ai que eu sou tão difícil e vais ter de te esfalfar todo para me conseguires convencer". E no fim conseguem. Ou daquelas moscas mortas que ficam em casa cheias de nervoso miudinho à espera que o telemóvel toque para não parecerem umas oferecidas se forem elas a ligar primeiro, e ainda fazem aquele número do "ai não sei se amanha posso...". Mas depois podem sempre.
São essas meninas, as que não sabem dizer aquilo que querem sem mariquices e truquezinhos idiotas, as que nunca tomam uma iniciativa, as que fogem quando, na verdade, estão mortinhas para ser apanhadas, que fazem com que alguns homens nunca saibam muito bem quando é que um não é realmente um não. Fossem mais directas quando realmente querem e talvez eles percebessem a diferença em três tempos.
Pensando bem, dois estalos na tromba ainda era pouco...