Ninguém nasce ensinado. E ninguém aprende tudo ao longo da vida. Por mais inteligente e culto que alguém possa ser, há sempre algo sobre o qual pouco ou nada sabe. E há sempre alguém que sabe mais do que nós. Como também há sempre alguém que sabe menos.
Eu gosto de aprender. Sempre gostei. Para além de tudo o que aprendi ao longo dos meus anos de estudante, sempre fui uma curiosa, e sempre procurei informar-me sobre outros assuntos que nada tinham a ver com a minha área e que, de alguma forma, me interessavam. E continuo a fazê-lo a toda a hora, sempre que tenho dúvidas ou preciso de saber mais.
E é por isso mesmo, por saber que tenho sempre muito a aprender, por não ter a pretensão de achar que a mim ninguém ensina nada, que eu gosto que me expliquem, que me ensinem, que me mostrem outras formas de fazer as coisas, que me actualizem, e por aí fora.
Se eu der um erro de português, agradeço que mo corrijam. Se eu fizer mal um cálculo, agradeço que me chamem à atenção. Se eu estiver a falar de um determinado assunto e meter o pé na argola, agradeço que me esclareçam sobre o mesmo. Se alguém sabe mais do que eu sobre determinada matéria e sugerir que eu faça isto ou aquilo para que o resultado seja melhor, eu agradeço. Porque eu não tenho a mania que sei tudo, nem tenho qualquer aversão a quem sabe mais que eu.
Tenho aversão sim, àquelas pessoas que não aceitam ser corrigidas, a quem não se pode apontar um erro, a quem não se pode dar uma sugestão por acharem que as estamos a chamar de burras ou que nos estamos a armar em bons. Tenho aversão a quem se acha demasiado importante para ser chamado à atenção. E tenho aversão a quem não sabe aproveitar as oportunidades que tem de saber um pouquinho mais sobre qualquer coisa.
Para mim, o verdadeiro ignorante não é aquele que não sabe, mas sim aquele que faz questão de continuar a não saber, por teimosia ou arrogância.