segunda-feira, 15 de março de 2010

Teoria

Acho aquela teoria do "vou fazer-me de difícil para despertar mais interesse", completamente ridícula.

Para mim, uma mulher armada em difícil, torna-se patética. Um homem, torna-se esquecível.


sexta-feira, 12 de março de 2010

É matemático!

Durante quase toda a minha vida de estudante estive direccionada para a área de Letras. Depois, a determinada altura, virei-me para os números. No fim, acabei por me dedicar a uma área que nem é carne nem peixe, é uma mistura dos dois.
Ultimamente tenho constatado que, de facto, a matemática é muito mais útil para a nossa vidinha que qualquer filosofia de um Kant ou de um Nietzsche.

É que somar 1+1, ou 2+2, ou 3+3, dá muito mais resultado do que andar por aí a divagar sobre os pensamentos dos outros. É muito mais rápido, mais simples e não falha!

(dizem que aquela coisa chamada "intuição" também não é má...)


quarta-feira, 10 de março de 2010

Afinidade, Intimidade, Cumplicidade e Empatia

Por mais que pense no assunto, não consigo encontrar uma relação lógica entre os conceitos que servem de título a este post. Será que existe, de facto?
Uns não dependem de outros, mas também nem sempre se excluem. Algumas vezes poderão ser causa-efeito. Outras, nada os relaciona. Podem existir todos juntos ou nunca se cruzarem entre si.

Quando eu penso nas pessoas que conheço, com quem convivo, com quem me vou cruzando, que fazem ou ja fizeram parte da minha vida de alguma forma, por vezes tento perceber o que é que as difere tanto umas das outras ao ponto de, com elas, criar ligações tão diferentes.
A simpatia que se nutre ou não por alguém poderá ser um princípio, mas não é meio caminho andado. Pelo menos, não para mim. Eu posso simpatizar com 10 pessoas e, no entanto, não encontrar qualquer afinidade ou criar algum tipo de cumplicidade com essas mesmas 10 pessoas. Provavelmente, a afinidade e a cumplicidade implicam a existência de uma simpatia prévia, mas esta não gera obrigatoriamente as outras duas.

Da mesma forma que a existência de afinidade não implica a existência de cumplicidade. Existem pessoas com quem encontro uma série de afinidades, ou seja, gostos iguais, formas de pensar, de agir e de ser semelhantes, mas com quem nunca conseguirei ter a tal cumplicidade. Não acontece.

Existem pessoas com quem consigo conversar durante horas, com quem os assuntos vão fluíndo naturalmente sem darmos por isso. Depois existem aquelas com quem, ao fim de 10 minutos, o assunto se esgota.
Existem também aquelas com quem poderei conviver quase diariamente e com quem não consigo estabelecer qualquer grau de intimidade, e depois existem aquelas que passo anos sem ver ou falar, mas que ao reencontra-las percebo que a intimidade que existia em nada se alterou.
No entanto, pode existir intimidade sem que exista propriamente afinidade ou cumplicidade. Pessoas com quem tenho um à vontade enorme, mas com quem não me identifico minimamente.

Depois existe a empatia. Aquela sensação de entendermos tão bem outra pessoa como se de nós mesmos se tratasse. Aquela sensação de conseguirmos descodificar cada palavra, reacção ou emoção, como se fossem nossas. E tantas vezes esta empatia não implica nem intimidade nem cumplicidade.

E no fim, parece-me que nenhuma destas coisas está obrigatoriamente relacionada com o tipo de convívio ou relacionamento que se tem com os outros, nem com as semelhanças ou diferenças existentes, nem mesmo com o facto de se conhecer alguém há muito ou há pouco tempo.

Provavelmente todas elas terão alguma explicação que eu não conheço. Ou então não, simplesmente acontecem e não se explicam.